Existe uma crença bastante comum de que criatividade é um dom reservado a poucas pessoas. No entanto, pesquisadores das áreas de psicologia, educação e inovação apontam que uma das principais diferenças entre pessoas altamente criativas e as demais está na quantidade e na diversidade de referências que elas acumulam ao longo da vida.
Esse conjunto de conhecimentos, experiências, observações e vivências é conhecido como repertório.
Quanto maior o repertório, maior a capacidade de estabelecer conexões entre assuntos aparentemente diferentes. É justamente dessa combinação inesperada que muitas ideias inovadoras surgem.
Construir repertório não significa apenas ler mais livros.
Assistir a documentários, visitar museus, conversar com pessoas de diferentes profissões, viajar, experimentar novos sabores, aprender habilidades diferentes e observar o cotidiano com curiosidade também ampliam significativamente nossa base de conhecimento.
Outro aspecto importante é consumir conteúdos variados.
Quem lê apenas sobre sua própria área tende a reforçar conhecimentos já existentes. Em contrapartida, entrar em contato com temas como ciência, arte, filosofia, história, arquitetura, natureza ou tecnologia cria oportunidades para enxergar problemas sob novas perspectivas.
Também vale registrar aquilo que chama atenção.
Anotações, fotografias, pequenos textos e coleções de referências funcionam como uma espécie de biblioteca pessoal de ideias.
Com o passar do tempo, esses registros tornam-se matéria-prima para projetos futuros.
Desenvolver repertório exige constância.
Pequenos aprendizados acumulados diariamente produzem resultados muito maiores do que grandes esforços realizados apenas ocasionalmente.
Quanto mais experiências diferentes alimentamos, maiores são as possibilidades de construir soluções originais.
A criatividade dificilmente surge do vazio.
Ela costuma nascer da combinação inteligente entre conhecimentos adquiridos ao longo da vida.
Fonte: Eixão de Ideias

