Por que Comemos Uvas e Romã no Ano Novo? A Tradição da Prosperidade e da Sorte

A virada do ano é um momento marcado por rituais e superstições, e no Brasil, comer certas frutas, como uva e romã, é uma prática profundamente enraizada. Esses costumes têm origens históricas e culturais distintas, mas convergem no mesmo propósito: atrair sorte, prosperidade e boas energias para o novo ciclo.

A Tradição das Uvas: Doze Meses de Sorte

O hábito de comer uvas à meia-noite tem origem em países de língua espanhola, especialmente na Espanha. O ritual consiste em ingerir uma uva a cada uma das doze badaladas do relógio, simbolizando os doze meses do ano que está começando. Acredita-se que, ao cumprir esse gesto, a pessoa garante sorte e prosperidade mês a mês.

A uva, fruto historicamente associado à fartura e à celebração, reforça a ideia de abundância. No Brasil, a simpatia mais comum envolve comer doze uvas ou passas e guardar as sementes na carteira para atrair dinheiro ao longo do ano. Para muitos, o ato de comer as uvas no ritmo das badaladas também funciona como uma forma de estabelecer intenções claras para o futuro.

A Romã: Símbolo de Fertilidade e Abundância

A romã é carregada de simbolismos que atravessam milênios. Em diversas culturas antigas, incluindo a judaica, ela representa fertilidade, esperança e multiplicação. Durante o Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, a romã é consumida como um desejo de que o ano seja repleto de méritos, tão numerosos quanto suas sementes.

Essa abundância de sementes explica a associação da fruta com prosperidade. No Brasil, uma simpatia tradicional consiste em chupar as sementes da romã na virada e guardar algumas delas, geralmente sete, na carteira, envoltas em papel. A prática representa o desejo de um ano cheio de oportunidades, estabilidade financeira e crescimento.

A romã, assim como a uva, funciona como um símbolo de renovação e fé em dias melhores, conectando antigas tradições à esperança que acompanha o início de cada novo ano.