Por que o tempo parece passar mais rápido quando envelhecemos?

Na infância, as férias pareciam durar uma eternidade. Já na vida adulta, os meses parecem passar em um piscar de olhos.

Essa sensação não é apenas impressão.

Uma das explicações está relacionada à forma como o cérebro registra novas experiências.

Quando somos crianças, praticamente tudo é novidade: escolas, amizades, lugares, aprendizados e descobertas.

Como o cérebro precisa processar muitas informações inéditas, cria um número maior de memórias detalhadas.

Na vida adulta, boa parte da rotina torna-se previsível.

Realizamos trajetos semelhantes, seguimos horários parecidos e repetimos hábitos diariamente.

Como existem menos novidades para registrar, o cérebro cria menos marcos temporais, gerando a sensação de que o tempo passou rapidamente.

Outro fator importante é a chamada percepção proporcional.

Para uma criança de dez anos, um ano representa 10% da vida inteira.

Para alguém de cinquenta anos, esse mesmo período representa apenas 2%.

Essa diferença altera naturalmente a percepção da passagem do tempo.

Talvez por isso aprender coisas novas, viajar, conhecer pessoas e variar a rotina faça o tempo parecer “mais longo”.

Na verdade, o cérebro está apenas criando mais memórias.

Fonte: Eixão de Ideias