Basta alguém bocejar para que, poucos segundos depois, outra pessoa faça exatamente o mesmo.
Esse comportamento é tão comum que atravessa culturas e acontece até mesmo quando assistimos alguém bocejando em um vídeo.
Mas por quê?
Durante muito tempo acreditou-se que o bocejo servia apenas para aumentar a quantidade de oxigênio no organismo. Hoje essa hipótese já não é considerada a principal explicação.
Pesquisas sugerem que o bocejo ajuda a regular a temperatura do cérebro, mantendo seu funcionamento eficiente.
O aspecto mais curioso, porém, é o chamado bocejo contagioso.
Diversos estudos indicam que ele pode estar relacionado aos chamados neurônios-espelho, estruturas cerebrais envolvidas na capacidade de imitar comportamentos e compreender emoções de outras pessoas.
Isso explicaria por que indivíduos que possuem maior vínculo emocional costumam contagiar-se com mais facilidade.
Crianças pequenas normalmente só desenvolvem essa resposta por volta dos quatro ou cinco anos de idade.
Curiosamente, o fenômeno também já foi observado em alguns animais, como chimpanzés, lobos e cães.
Ou seja, algo aparentemente simples pode revelar muito sobre a forma como os cérebros se conectam socialmente.
Fonte: Eixão de Ideias

